Estou na Guarda, nos prédios verdes, no meu quarto com as minhas amigas de casa. Os olhos dela mostram-se arregalados de alegria. A Tânia é madeirense, a Joana é Penamancorense e a Sofia é Alfacinha. As três acabaram de passar grande parte da vida de estudante junto de mim. Foram encarceradas por terem perfurado ilegalmente a fronteira do meu coração, para sempre. Depois de árduas conversas passadas na cidade mais alta de Portugal foram impossibilitadas de sair da minha vida. O que aconteceu naquela cidade cheia de misticismo? Prometi a todas elas que as faria sentir saudades de todos os momentos que passamos juntas..mas por vezes penso que não será fácil.
A distância que nos separa confiscaram-lhes as possibilidades de estarmos juntas.
Graças ao auxílio de sentimentos que se constroem ao longo destes 4 anos, é me permitido dizer que jamais serei esquecida e jamais esquecerão que a nossa casa era realmente uma selva, e à noite quem mandava eram as leoas! :)*
A Guarda correu vários riscos ao não ter implementado uma regra que nos obrigasse a marcar uma presença mais assídua naquela Terra. Não quero infrigir a lei, mas acho que há outra maneira de matar saudades.
Os laços que se criam ao longo de 4 anos são considerados inquebráveis. São únicos. São Mágicos! E de algum geito haveremos de nos voltar a reunir para voltar a contar a nossa História.
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